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Europa: 10 dicas para organizar a viagem

Europa: 10 dicas para organizar a viagem

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Quem nunca sonhou em fazer uma viagem pela Europa? Não é somente o orçamento e encontrar tempo livre para essa jornada que são os principais obstáculos, ainda mais quando se trata da primeira viagem ao velho continente. São tantas opções e é nesse momento que começam as dúvidas. Quantos países incluir nesses roteiros pela Europa? Quais países farão parte da viagem? Para locomoção melhor utilizar trem, avião ou alugar um carro? Qual a média de gastos por dia com alimentação, hospedagem, passeios e compras? Quais os documentos e procedimentos a adotar antes de viajar? Planejar cada detalhe além de fazer toda a diferença te ajuda a economizar tempo, dinheiro e te salvam de surpresas desagradáveis. Não é uma tarefa fácil organizar uma viagem, mas aqui consolido em 10 dicas e um resumo de posts que já escrevemos no blog com a  intenção de facilitar na hora de montar seus roteiros pela Europa.

1 – Por onde começar?

Nosso planejamento teve início com viagem uma  promoção da TAM. Com 25% de desconto para destinos como Paris, Milão ou Madri. Foi aí que decidimos a primeira cidade que faria parte dos nossos roteiros pela Europa: Paris! O pontapé inicial que vai delimitar o seu orçamento, cidades que pretende visitar, rotas terrestres e a logística que é  com a compra das passagens aéreas.

Pontapé inicial, agora não tem mais volta!

Pontapé inicial, agora não tem mais volta!

 2-Definir quanto quer e pode gastar por dia

Se dinheiro não é problema grande parte desse post não fará nenhum sentido para você. Se está disposto a pagar o que for necessário em pacotes de viagem com agentes de turismo que resolvem todos os detalhes de seus roteiros pela Europa, pule esse tópico e vá para o seguinte! Se seu orçamento é limitado (como o meu) saiba que não é por isso que vai deixar de realizar essa viagem. Estipulei um orçamento diário médio de  €70 como fui com meu marido algumas despesas foram divididas por 2
:). Separar as cotas entre as despesas básicas como alimentação, hospedagem, transportes e passeios é uma das etapas mais importantes. No meu caso defini o seguinte: alimentação  €10, hospedagem  €30, transportes internos como metrô/ônibus  €10. Nos lugares que utilizei carro alugado estipulei  um custo de €15.

Gastos-europa

Passeios, combustível e pedágios não fixamos um valor exato, para evitar excessos criamos uma planilha diária com a estimativa de custos e todas as atrações de interesse. Nos casos em que a quantidade de atividades comprometiam nosso orçamento financeiro, fomos obrigados a eliminar uma atração ou economizar no tipo de hospedagem. Mesmo com todo planejamento posso assegurar que ultrapassamos as expectativas de gastos, porque não resistimos  algumas tentações e passemos alguns imprevistos que nos obrigaram a enfiar o pé na jaca e nos euros! Não vá paranoico em seguir à risca, se permita alguns pequenos luxos, afinal está na Europa e algumas coisas você só terá a chance de experimentar ou fazer por lá!

3- Qual a melhor estação do ano para visitar a Europa?

Foto: Alessandro Bianchi - Reuters

Foto: Alessandro Bianchi – Reuters

Escolher a data ideal para agendar uma viagem pela Europa é uma decisão que pode garantir o sucesso ou fracasso total. Não existe uma época certa e sim o momento mais adequado de ir levando em conta o seu perfil, interesses e estilo de viajante. O verão tem suas vantagens mas paga-se mais caro por isso. O inverno pode parecer hostil, mas acrescenta a alguns lugares uma beleza única dessa época. Outono e Primavera parece ser o meio termo o equilíbrio mais certeiro, mas isso não é a regra. Para te ajudar a desempatar essa disputa leia as dicas para escolher a Melhor época para ir á Europa.

4-Escolher países que vai visitar

A  proximidade entre os países e a facilidade de locomoção é um incentivo para incluir vários roteiros em uma mesma viagem.  A tentação de “já que estou por aqui, porque não dar uma esticadinha na Alemanha?” é natural e aconteceu comigo também, afinal a Europa não é logo ali e para seres humanos comuns não se vai para lá em qualquer feriado prolongado. Meus roteiros pela Europa incluíram França e Itália. Depois da nossa experiência não aconselho incluir mais que 4 países. Por que?

Muito além de Roma: Forte di Bardi a 78km de Turim

Muito além de Roma: Forte di Bardi a 78km de Turim

  • Cidades importantes e turísticas geralmente não refletem a essência do país. Viajamos por vício e para ter contato com culturas diferentes. Ficar 3 dias em cada país não te dá a oportunidade de conhecer plenamente o lugar que escolheu. Quando você começa a sentir como um morador, já está na hora de zarpar para outra região. 
  • Mesmo com a facilidade de locomoção entre os países, se deslocar entre plataformas de trem, aeroportos e afins consome energia e tempo. Não se esqueça que cada minuto vale muito. Em Paris achamos tentador ir para o próximo país de avião em companhias low cost. O tempo e preço da viagem falavam por si só. O problema é que não pensamos nos custos embutidos e vivemos uma bela furada contada no post sobre o Mont Saint Michel.

5-Distribuir os dias entre as cidades

Você já ouviu falar que para as principais cidades o ideal são 4 dias e as menores no máximo 2?  Isso é bem relativo! Visitamos cidades na Itália consideradas pequenas que destinei apenas um dia que eram tão encantadoras que deveriamos ter ficado mais. Reservamos 4 dias em Roma que em nosso caso foi uma total perda de tempo e dinheiro. E a famosa Veneza, pasmem! Mais que um dia  para mim seria exagero!

sirmione-italia-europa

A bela Sirmione na Itália mereceu uma dia a mais no roteiro

Você tem que definir o tempo ideal de acordo com o seu estilo, interesses pessoais e a quantidade de atividades e atrações que pretende conhecer. A primeira coisa é pesquisar tudo que o destino tem a oferecer e separar o que te interessa. Abra mão de pontos turísticos que não te chamem a atenção e invista em incluir lugares pouco explorados pelos turista comum. Por exemplo em Paris se tirar uma foto em frente a torre Eiffel é o suficiente não perca tempo e dinheiro para subir no topo.

Com parte do roteiro definido seja flexível para encurtar um dia e seguir rumo ao próximo destino caso o atual não esteja tão interessante, ou então ficar um dia a mais porque amou a cidade e não quer voltar para casa sem aproveitar. Mas limite-se  a incluir ou reduzir no máximo 1 dia e meio, mais que isso vai comprometer o resto do seu roteiro. O meio de locomoção escolhido também vai influenciar nessa decisão. No próximo tópico eu explico melhor.

6-Trem, avião ou carro?

Custo com transportes representa a maior parte de sua viagem em apenas 20 dias ele  foi responsável por 56% do orçamento planejado (os custos eventuais como o táxi para o aeroporto de Paris não estão inclusos). Em nossa viagem pela Europa pudemos experimentar esses três opções de meio de transporte.

Avião: As tarifas internas são tentadoras mas levem em consideração a distância do aeroporto até áreas centrais, a burocracia para embarque/desembarque, limites para peso de mala e as taxas embutidas nas letras miúdas que elevam o custo.

Low Cost: o barato pode sair caro!

Low Cost: o barato pode sair caro!

Trem: Meio de transporte mais usados na Europa e sua malha ferroviária te dá inúmeras oportunidades para escolher roteiros. O desembarque geralmente é em áreas centrais mas o preço dependendo do trajeto é mais elevado. Fique atento aos países com relatos de pequenos furtos dentro do vagões.

Carro: Utilizamos carro alugado na França e Itália. A grande vantagem é a liberdade e flexibilidade de programar da sua maneira o que vai conhecer. É mais cansativo e deve-se reservar custo extra para pedágios, combustível e eventuais multas (sim, isso acontece e eu conto esse episódio no post dedicado as aventuras de carro pela Itália) .

7- Onde se hospedar?

Aqui mais uma vez o que vai contar é seu estilo e bolso por isso vou me limitar a indicar os tipos de hospedagem que experimentei na Europa e onde pesquisar. Já está claro nosso estilo de viagem é do tipo econômico portanto defini um valor médio de 30 euros por diária, considerando que viajei acompanhada e pude dividir o custo.

Couchsurfing: Nessa viagem fomos  abertos  a experimentar um modalidade de hospedagem para nós inédita: Couchsurfing se hospedar na casa de residentes locais dispostos a receber ceder um canto para você dormir de graça! Pode ser um quarto individual, compartilhado ou até mesmo o sofá da sala.Testei apenas em Rennes e a experiência foi bem positiva. Aderimos ao Couchsurfing principalmente pela oportunidade de trocar experiências e conhecer na realidade como é que um europeu vive! Caso queira testar faça como nós, escolha no máximo um destino, não é prudente contar com abrigo de graça em 100% da viagem, se algo der errado corre o risco de dormir dentro do carro (quase passamos por isso no Vale da Aosta).

Alugar apartamentos: Nosso tipo de hospedagem predileta, alugamos apartamentos para ter a sensação de como é viver como um nativo. Ter vizinhos, ir ao supermercado comprar ingredientes para cozinhar, lavar as próprias roupas me faz sentir em casa. Uso o site Airbnb onde é possível alugar desde um quarto até um castelo inteiro para chamar só de seu! É seguro e confiável. Em Paris ficamos em bairro bem charmoso rodeado por lojas, boulangeries, mercados e a 300 metros do metrô, tudo isso por apenas €50 por dia.

Hotéis: O que procuro nos hotéis é uma cama limpa, wifi (na Europa o sinal é sofrível), calefação e chuveiro quente. Passamos o dia todo batendo pernas e só voltamos para o hotel de noite para dormir! É relativamente fácil encontrar hotéis razoáveis por 50 euros por dia e se der sorte com café da manhã. Uso o Booking.com porque os usuários avaliam desde da limpeza até a cordialidade do staff.

Dica: Pesquise no site Bedbugs.net que traz a relação de hotéis e hostels na Europa com ocorrências da presença de hóspedes nada agradáveis: baratas, percevejos, pulgas e afins. Não se assuste ao achar aquele hotel badalado na lista desse site. Urgh!

8-Reservar atrações com antecedência vale a pena?

Qualquer alternativa vale a pena para fugir das demoradas filas nas principais atrações pela Europa. Acredite, é possível perder até 2 horas só para comprar um ticket. Para a torre Eiffel fizemos a reserva pelo site e paguemos antecipadamente a mordomia tem um valor extra, mas foi ótimo ter uma área sem filas específica para quem comprou online e ter acesso direto e rápido aos elevadores. Não é só nas filas que os ingressos te ajudam mas também para ter acesso a passeios mais disputados com grupos limitados. Foi o caso do tour pela Necrópole do Vaticano onde se faz necessário reservar pelo menos 3 meses antes e aguardar a aprovação da data solicitada.

Primavera: Fila para as catacumbas em Paris

Primavera: Fila dando a volta no quarteirão para as catacumbas em Paris

9- Organizar a viagem

Costumamos lançar mão da básica planilha de Excel para consolidar todas as informações coletadas sobre a viagem e montar um roteiro diário. Organizamos as cidades que vamos visitar com suas respectivas atrações, sugestões de restaurantes, itinerário de ônibus/metrô e possíveis rotas de carro. Lançamos mão do bom e velho Google Maps traçando todas as rotas e atrações. Dessa forma todo o trabalho acima não se perde e na hora do sufoco não é necessário correr atrás de wifi para acessar atrás de informações de última hora. Caso tenha interesse na planilha é só pedir nos comentários mencionando seu e-mail.

10- Dinheiro, cartão de crédito ou pré-pagos?

Você entra em um ônibus em Bologna e descobre que só pode pagar a passagem com moedas. Decide comprar ticket para o metrô em Paris e nas máquinas só aceitam notas específicas. Depois de bater perna pelas cidades e gastar seus euros pelo trajeto entra em um restaurante para almoçar e descobre que não aceitam a bandeira do seu cartão de crédito. Preciso te convencer que levar um pouco de tudo é prudente?

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Dinheiro: Esse assunto abordamos com mais detalhes nas dicas do “Por que levar dinheiro vivo nas viagens no exterior”. Mas resumindo, sempre leve dinheiro em espécies no bolso para situações cotidianas. Tem lugares que só aceitam moedas, outros somente dinheiro da moeda local e sem contar a vantagem de barganhar por levar algo à vista.

Cartão de crédito: Levamos 3 bandeiras e descobrimos na prática que o American Express é pouco aceito pela Europa. Mas não abuse desse meio de pagamento, porque sai mais caro por conta das taxas e câmbio na hora do pagamento da fatura.

Cartão pré-pagos de Viagem:  É aceito em vários estabelecimentos com a função débito além de saques em moeda local nos caixas eletrônicos. Caso você não utilize todo o valor disponível ao retornar para o Brasil você saca  o residual. É um meio seguro e prático. Analise atentamente todas as opções que o mercado disponibiliza, as taxas aplicadas para recarregar e as regras para utilização.

Ufa, Isso é só o começo! Dá um certo trabalho organizar uma viagem para a Europa mas garanto que a recompensa vale a pena!

Boa viagem!

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