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Vinícola no Chile – Vale a pena ir a Concha Y Toro?

Vinícola no Chile – Vale a pena ir a Concha Y Toro?

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Sem sombra de dúvidas, um dos sinônimos do Chile é o vinho. Os verões muito quentes e os rigorosos invernos tornam a região mais uma daquelas com um clima perfeito para o cultivo da matéria prima do etílico. O que a transforma o país em um parque de diversões para os amantes da bebida.

Já demos uma dica de ouro na serra gaúcha, sobre o quão proveitoso pode ser visitar uma vinícola. As experiências, o conhecimento, os sabores. Tudo converge para um passeio agradável, geralmente seguido por uma ótima degustação. Estando no Chile, um expoente quando falamos de vinhos. É natural que você se sinta atraído a visitar um dos diversos produtores do país. Marcas famosas ou produção familiar. Várias vinícola estão abertas para mostrar aos queridos (ou não) visitantes como fazem a sua arte. Na ânsia de escolher a “melhor” vinícola no Chile (e por um lobby imenso da Andrea ). Optamos por conferir a famosa Concha y Toro, maior produtor de vinhos da America Latina e um dos líderes mundiais dessa área.

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Como chegar a Concha y Toro?

A melhor forma de chegar a vinícola é utilizando transporte público. Você pode até ir de carro, mas perderá duas atrações muito boas do trajeto de metrô: o preço e a paisagem. Pegando a linha 4 até o final, desça na estação Las Mercedes e por cerca de R$10,00 um táxi te deixa na porta da vinícola. Existem também ônibus que te deixam na porta. As linhas são as 73, 80 e 81. Você os apanha na saída do terminal e economiza ainda mais.

Vá de metrô e desfrute da paisagem

Mas como eu disse, o bom de andar de metrô por esses lados é a paisagem. A partir de um determinado trecho, durante todo o trajeto é possível avistar os andes do seu lado direito.

Quanto custa um passeio na Concha y Toro?

Existe a opção de 2 tours guiados pela vinícola:

  • Tour Tradicional: Engloba visitação pelas principais áreas da vinícola, incluindo o famoso Casilero del Diablo. Se encerra com uma degustação onde você ganha a taça de “presente”.  Preço: 8000 pesos chilenos ou US$17
  • Tour Marques de Casa Concha: Engloba toda programação do Tour Tradicional só que com um final mais elaborado. Uma degustação de 4 vinhos e queijos e além da taça o presente agora contém uma tábua de frios “Concha y Toro”  Preço: 17000 pesos chilenos ou US$37

Se quiser tirar fotos com calma corre o risco de se perder do grupo

Triste lembrar, mas foi aqui que começou o que alguns chamam de “Armadilha de turista” ou como simplesmente denomino: palhaçada. Queríamos participar do tour tradicional. No entanto, por não termos feito reserva, as vagas se esgotaram, sobrando apenas o tour master blaster, pelo dobro do valor. Não adiantou insistir, o tour padrão estava realmente esgotado. Até ai tudo bem, é o preço que se paga por sempre improvisar nas viagens (dificilmente reservamos algum passeio). Apenas me certifiquei que o passeio contratado era para um grupo menor e mais reservado. O que foi confirmado pela recepcionista. Afinal, se vamos pagar mais, que realmente tenhamos mais benefícios.

Estamos aqui por causa dela, então bora aproveitar

O Passeio pela Concha y Toro

Se aproximando do horário marcado, nos dirigimos para o ponto de partida. Comecei a estranhar o grande acumulo de pessoas mas esperei até que um funcionário da viña aparecesse. Quando isso ocorreu, o sujeito chamou recrutou todas trocentas pessoas do tour tradicional para começar. Foi ai que entendi que realmente não havia vaga. Pois pelo volume de gente seria improdutivo e mal proveitoso para outros visitantes conhecerem  o local.

As vagas não eram limitadas?

A surpresa foi saber que nós seriamos “anexados” ao já grande grupo. Ou seja, sempre há vagas no Tour Tradicional, a diferença é que te vendem as últimas pelo dobro do preço. “Mas  ao final tem uma degustação, você ainda ganhou uma tábua de frios”. Tem razão, mas lembre-se do título deste post e tire suas conclusões.

Muitas taças? Saiba que teve gente que ficou sem!

Com um grupo tão grande, tudo é mais difícil. Não é possível escutar com clareza o que o guia diz, as perguntas são limitadas para que o tour possa prosseguir e toda explicação sempre é interrompida para chamar a atenção daquele turista “sem noção” que está subindo no chafariz para tirar foto ou bisbilhotando uma sala de acesso restrito aos funcionários. Com tudo isso, você ainda tem que se apressar para tirar boas fotos sempre com o risco de um colega passar na frente da câmera. Junte estes fatores mais o fato de eu termos pago a mais por isso, eu era um poço de felicidade (só que ao contrário).

O guia? Ele está lá frente explicando algo que jamais saberei

Mas falando do tour, que é o que importa, ele cobre pouco a área externa da vinícola. Um pouco de história sobre o prédio principal, algumas menções ao tipo de uva que é cultivado aqui e acolá. O que vale mesmo é a paisagem, muito bonita com aqueles vinhedos que vão quase até a linha do horizonte e são cercados pela, sempre bela, Cordilheira dos Andes.

Área reservada apenas para os funcionários

O tour

A matéria-prima

Em seguida somos levados aos armazéns onde os milhares de litros de vinho repousam em um série de barris. O lugar possui umidade e temperatura controladas e é onde fica a atração mais aguardada.

Casillero del Diablo

Casillero del Diablo é o nome do “porão” onde é armazenado o vinho de mesmo nome. A história por traz dessa marca famosa na América do Sul é que o fundador Don Melchor de Concha y Toro, guardava neste local um lote de seus melhores vinhos. Como roubos eram frequentes (em grande partes pelos escravos) foi criado um boato de que o “Coisa Ruim” habitava o lugar. A lenda começou, roubos cessaram e a partir de então, não se fala em vinícola no Chile sem lembrar dessa história. É realmente o ponto alto do passeio, já que somos trancados neste recinto e apresentados a lenda por meio de um áudio gravado com uma voz “trevosa”. Devido aos vários corredores formados pelos barris, com um pouco de paciência é possível tirar boas fotos. É neste lugar também que podemos ver a silhueta do capeta, que além de ser o segurança ainda sabe atrair visitantes e suas verdinhas.

“Milagrosamente” após a contratação dele cessaram os roubos

O líquido precioso

Degustação

O próximo passo foi a degustação “padrão”. Aquela que está inclusa no tour tradicional e dá direito a levar a taça pra casa. Tudo muito rápido, sem muita informação. Acredito que por ser o último tour do dia, os funcionários tinham pressa de ir embora.

Vale a pena pagar mais?

Em seguida, o tour acaba. Os que pagaram mais barato são conduzidos a lojinha e nós fomos para uma sala para a tal degustação dos vinhos da marca Marques de Casa Concha. Somos recebidos por uma enóloga que nos apresenta 4 tipos de vinho e suas respectivas combinações de queijo. Tudo muito delicioso. Meia hora depois, seguimos o mesmo rumo do tour tradicional e atracamos na loja de souvenires.

Vamos beber?

A tábua que vem de “presente”

E vamos degustar…

Considerações Finais

Na minha opinião, o maior problema com esse passeio não é  o preço e sim o valor da experiência. Não ficaria insatisfeito se fosse informado de forma correta como funcionavam os tours. Ou se houvesse um pouco mais de organização e paciência por parte dos funcionários para lidar com aquele monte de turistas. Entendo que deva ser muito chato fazer a mesma coisa várias vezes ao longo do dia. Só não dá pra esquecer que estamos pagando por isso. É verdade que a degustação final  foi muito boa. Mas mesmo assim, não vale o que cobram. E quanto a tal da tábua de frios. Bom, pelas fotos dá pra notar a simplicidade daquele pedaço de madeira que lembra muito os presentes de dias das mães que eu fazia quando estava no jardim de infância. Você ainda assim pode se sentir tentado a visitar esta vinícola. E eu realmente aconselho que o faça, volte aqui e deixe sua opinião. Contudo, ela só será realmente embasada caso você tenha uma outra experiência semelhante para comparar. É o meu caso. Quando visitamos a vitivinícola Jolimont em Canela, chegamos perto do horário do fechamento, fomos recebidos por um enólogo muito atencioso e simpático, degustamos uns 8 ou 9 tipos de bebida. Tudo isso sem gastar 1 real.

Mais detalhes no site oficial (em português)
 

 

5 comentários

  1. Quando fui, meu grupo foi bem menor que o seu… umas 15, no máximo 20, pessoas. Então passeio foi proveitoso. Minha degustação foi a simples, tava nesse pacote mais barato. O ponto baixo foi eu não ter visto essa sombra do segurança. :/

  2. E ai, Cleiver!
    Pelo visto você teve sorte.
    A visita ao Casillero estava inclusa nos dois tours. Não entendi porque não te levaram!

    Obrigado pela visita!

  3. Foi mal, me expliquei que nem minha cara. Eu fui ao Casillero, mas não vi a sombra dele na parede.

  4. Pois eu já fui e fui muito bem recebido, o guia foi simpático e o grupo bem pequeno, não mais do que 10 pessoas. Acho o tour válido e interessante, principalmente por se tratar de umas das mais famosas vinícolas do Chile.

    Só para evitar alegações de que não tenho base de comparação, já visitei várias vinícolas em Bento Gonçalves, outra próxima a São Joaquim-SC e outras no Chile.

    Quanto a sua reclamação de que queria ser melhor informado sobre o funcionamento dos tours, bastava ter olhado no site da vinicola antes de ir para o Chile….

  5. Pelo seu relato é nítido que o seu tour foi completamente diferente do nosso. E não acredito que uma simples conferida no site, o qual indico no texto e o fiz na época, evitaria os transtornos. Mas peço sua ajuda para encontrar em que página está explícito que os tour, por mais que tenham preços diferentes, são os mesmos no início e inflam os grupos da forma que aconteceu conosco.

    Eu vejo uma diferença muito clara entre Preço e Valor.
    Infelizmente, nem por ser a vinícola mais famosa do Chile, o passeio pela Concha y Toro vale quanto pagamos. Primeiramente porque com o menor entendimento sobre vinhos se sabe que ela está longe de ser a melhor produtora do mundo. Segundo, se você já conheceu vinícolas do sul do Brasil, sabe que um tour pode ser muito mais participativo e experimental e menos artificial e turístico.

    um abraço!

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