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Metallica: Superando e Surpreendendo

Metallica: Superando e Surpreendendo

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Natal de 2009, acabo de voltar da viagem de Buenos Aires e Bariloche. Ainda com corpo e mente relaxados pensava algumas vezes se iria ao show do  Metallica. De início sim já que, querendo ou não, era um expoente do metal mundial e se o Guns é o grande responsável por eu gostar de rock, o Metallica foi o meu tutor nas linhas mais pesadas!

Já tinha decidido, se sobrasse dinheiro eu iria. Sem compromisso, sem certezas. Não iria me planejar pois já não era aquela banda de antigamente e em 2002 eu havia tomado um “bolo” das caras quando eles desmarcaram os shows na América Latina (até hoje não sei bem o porque).

Drusnake, minha parceria de shows, viagens, excentricidades e afins, era um pessimismo só. Vivia dizendo, para quem quisesse ou não ouvir, de que não era mais a banda que  conhecia,  tinha respeito só até  o Black Album e tantos outros argumentos que até então enchiam a boca de milhares de fãs, pseudo-fãs e simpatizantes da banda americana. Os seus followers  que o digam.  Até entendo suas reações,pois no seu caso não seria a primeira vez ela  assistiria um show deles, então teria material de comparação.

Contrariando todas as expectativas, no natal de 2009, sou surpreendido com um dos mais originais e ímpares presentes que já ganhei . Um ingresso! Ou melhor, um par deles. Já que ela, contra seus princípios, torceu o nariz e aceitou o desafio.

“Tenho muito medo de me decepcionar, não acho que será tudo isso”. Pra ser sincero eu pensava assim vez ou outra, mas ao contrário de mim ela tinha a coragem de falar. Faltava mais de um mês para  o concerto, mas o tempo não gerou muita ansiedade e nem exigiu muita preparação de nossa parte, Metallica sempre esteve presente no meu player e entre os CDs do carro. Eu já conhecia o álbum novo e tinha gostado de umas duas ou três músicas. Como várias outras pessoas, estaria lá para ouvir os clássicos e ir ao primeiro show daquela que, para mim, figura entre as melhores bandas de metal que já pisaram na terra.

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Depois da chuva, pista VIP e a sensação de ter se dado bem!

Chega o grande dia,  nos encontramos com @swtchrrp e @_eureka afim de rumarmos para o Morumbi e com a experiência do show do AC/DC que foi no mesmo local, acatamos a dica de @_karinadias e deixamos o carro no estacionamento do WTC. Aliás, fica aqui esta dica de ouro. Você deixa o carro com eles pagando R$20,00(comparado com os R$50,00 à R$100,00 perto do estádio) paga mais R$10,00 por cabeça para uma van lhe transporte até o local do show (ida e volta). No final das contas fica muito mais barato e cômodo por pessoa , o dono do carro que o diga, já que não é preciso deixar na mão de manobristas de índole duvidosa e você fica livre do trânsito das imediações.

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Ralph em transe

Desovados na porta do estádio, começa nossa maratona. Nossas duas companheiras haviam ganho os ingressos da pista em uma promoção no twitter e as “rabudas” faziam questão de nos rebaixar, já que tínhamos duas entradas para a arquibancada especial vermelha e com certeza não assistiríamos o espetáculo com tanto privilégio. Cada dupla em seu portão. Portão? Onde diabos ficava nosso portão? Nossos ingressos diziam número 15, mas já que era para ter emoção por que não começar a sentí-la logo no início. Chuva torrencial e a descoberta de que o tal portão não existia e ninguém sabia dizer se haveria um substituto. De longe ouvimos a banda de abertura Sepultura e a hora passando. Sobre esta banda  tenho um histórico nada interessante: por 3 vezes  fui em shows que ela abria e em todos eu cheguei atrasado e não pude assistir a performance deles, ou seja eu já previa que nesse a saga se repetiria. Voltando ao episódio do portão, no meio do caos e desencontros de informações ouvi que entraríamos pelo 16 que tinha a inscrição PISTA VIP. Ha! Pegadinha? Não! Por ser o show extra a pista vip não teve o quórum necessário, então a produção resolveu liberar  a galera do nosso setor para fazer o papel de figurantes. Que seja, pagamos R$90,00 e ficamos em um lugar que valia R$500,00, com todo o conforto e antevendo o James Hetfield a centímetros de nós.  Tratei de tirar uma foto (rica em detalhes) do palco e enviar para nossas duas companheiras da pista “Não-VIP”. Quem estava em vantagem agora?

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O show começou no horário previsto (isso faz muita diferença e preserva meu respeito pela banda) . As luzes se apagam, no telão cenas de The Good, The bad and The Ugly tendo a instigante The Ecstasy Of Gold como trilha sonora. Os nervos  afloraram e o nervosismo batia mais forte quando depois de uns segundos de silêncio somos agraciados com a paulada surtante de Creeping Death. Umas das músicas que eu mais gosto, top 3 fácil. Entrei em transe e só me lembro das coisas em voltas por causa das fotos que Drusnake tirou.

Emendaram Ride The Lighting e na sequência em Fuel vimos o que era estar perto de um palco. Sabe aqueles efeitos pirotécnicos dignos de um bom show de rock? Pois é, agora imagine sentir o calor daquilo queimando o seu rosto. Sensacional! Só voltei para a realidade na nona música My Apocalypse, apesar de boa, não me apeteceu muito.

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Olhei para Drusnake que também se maravilhava e parecia surpresa como meu estado, olho para trás e um rapaz me cumprimenta: “Que show do caralho!”. Pois é,  mas sabíamos que não ia durar para sempre. Então começam as metralhadoras e bombas que anunciam One, hino que foi cantando em uníssono por todos os presentes que extasiados eram personagens de um dia histórico.

Era nítida a realização da banda perante o público e diversas vezes James salientava sua satisfação, pediu desculpas pelo tempo que demoraram a aparecer mas que logo pisarão em nosso chão novamente.

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Difícil descrever o que eu estava sentindo. Uma mescla de alívio e felicidade. Não apenas por mim  mas pela banda, minha companhia, as pessoas em volta. E quando começaram a cantar a 18ª e última música da noite (Seek And Destroy) foi que eu parei para observar  o quão sortudo nós éramos por fazer história aquele dia. Jovens,velhos, pais e filhos tomados pelo “Efeito Metallica”. Eu parado, com um sorriso que dava a volta na nuca. Drusnake, a incrédula, pulando e gritando como uma adolescente no seu primeiro show. Era o que faltava para saber que aquele show era realmente de outro mundo.

Novamente os donos da noite expressão sua gratidão com o público e fazem uma chuva de palhetas para o público. Mesmo depois de terminado o show, caminham de um lado para o outro do palco cumprimentando a todos. E se certificando que mesmo depois de 11 anos sem dar as caras eles podem voltar para casa ciente de que seu débito com os fãs brasileiros está quitado.  Só temos a agradecer por esta noite inesquecível.

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@swtchrrp @_eureka @DioLord e @drusnake final do show e a missão cumprida

SETLIST

Intro – Ecstasy of Gold
1. Creeping Death
2. Ride The Lightning
3. Fuel
4. Sad But True
5. The Unforgiven
6. That Was Just Your Life
7. The End Of The Line
8. Welcome Home (Sanitarium)
9. Cyanide
10. My Apocalypse
11. One
12. Master of Puppets
13. Fight Fire With Fire
14. Nothing Else Matters
15. Enter Sandman

Bis
16. Helpless
17. Hit The Lights
18. Seek And Destroy

 

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