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Manowar: Hail and Kill? Fail and Kill!

Manowar: Hail and Kill? Fail and Kill!

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Há 12 anos que os auto-intitulados Reis do Metal não pisavam em solo brasileiro e após tanto tempo de espera uma legião de seguidores aguardava ansiosa para entoar os  gritos de guerra por São Paulo.

E foi com essa motivação que nós levamos @Miolaa para destrinchar as terras hermas da zona sul. Em nosso encontro com o verdadeiro metal iríamos declarar  morte a todos opositores de nossa causa, ergueríamos os punhos em sinal de força. O chão ia tremer com nossos gritos de toda aquela síntese medieval e mística que permeava esta grande banda. Não esperávamos nada menor do que isso. Infelizmente.

Chegamos ao Credicard Hall faltando exatamente duas horas para o início do espetáculo. Antes da entrada, pausa para um lanche e conversas sobre como a noite seria. Era nítida a expectativa de todos que cercavam o local. Guerreiros, Vikings, irmãos e irmãs. Unidos no que parecia ser uma noite na taverna aguardando para comemorar uma grande vitória.

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Os discípulos dos Deuses do Metal

Após um atraso de aproximadamente meia hora(nada muito relevante) os guerreiros entram em cena com a paulada de “Hands of Dom” uma ótima música mas que teve todo o seu brilho ofuscado. Justifico a seguir:

Já assisti a vários shows no Credicard Hall e todos eles na pista mas de vários ângulos. Sem dúvida o som é muito melhor para quem está na parte de trás. É possível ouvir todos os instrumentos sem aqueles picos de freqüência(que acabam com seu ouvido). Na grade a emoção é outra, mas o som é inferior ao que se escuta lá atrás. Neste dia estava pela primeira vez na platéia. A visão era ampla e era possível contemplar tanto o show da banda como o espetáculo do público. Só que o som, pelo menos até metade do concerto, estava péssimo. O baixo de Joey DeMaio(coração da banda na minha opinião) estava sem grave. A guitarra muito aguda(quase estridente) a bateria seguia a mesma linha. Salvou-se Eric Adams que mesmo fugindo do palco na hora dos solos para tomar uma água(tudo bem, o cara já é um tiozinho) mostrou uma voz poderosa que em muitos momentos me deixou de queixo caído.

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Expectativa e “Horn around the world”

Mesmo com toda essa parte chata não desanimei, cantei cada palavra de “Call to Arms” que veio logo em seguida. E no pré refrão quando éramos convocados à luta em uníssono respondiamos com um vibrante YEAH! Era o prelúdio perfeito.

Mas do mesmo tamanho do incêndio que essas 2 músicas formaram foi o balde de água gelada que recebemos depois. A balada “Swords in the Wind” e a coisa que eu mais repudio em show(com exceção do ACDC). Solos!

E o primeiro foi de guitarra e foi um ótimo motivo para voltar para minha poltrona. Para piorar emendaram uma música(com traços de opereta) do último álbum que honestamente não agregou. E nós lá com um “Hail and Kill” entalado na garganta.

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Ainda dá tempo de honrar o legado de “Reis do Metal”

Fim do primeiro ato e “começa” o show do Manowar. Joey DeMaio entra em cena com uma cerveja em mãos, pede desculpas por tanto tempo longe, faz promessas de que não errarão novamente, fala até em português e pergunta se existe alguém com culhões (balls) o suficiente para subir ao palco e tocar guitarra. Escolhido o felizardo, que tem sua camisa do “falso metal” arrancada(Iron Maiden) , bebeu cerveja no melhor viking style e foi surpreendido por um punhado de groupies que na frente de todos se despiam e simulavam coitos(sem delongas afinal esse blog é feito com a minha namorada :) )

Nesse embalo chocante e engraçado que iniciou “Die For Metal” renovando as energias(e expectativas) dos presentes e foi só. Eu me perguntava se aqueles quatro haviam se esquecido de todo legado que os tinham tornados os “Reis do Metal”. Escutamos mais algumas músicas novas, boas,  mas todos esperavam algum clássico. Suportamos mais um solo, desta vez de baixo. Mas como @drusnake diz: só quem deve gostar disso é ele, a mãe e a namorada.

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Cerveja, Mulher e Rock N´Roll

O tempo passa na mesma estagnação e  o show termina de forma repentina. Novamente o líder, da agora trupe, volta e repete que o retorno ao Brasil será em breve. Tocam “Warriors Of the Word” seguida da pesada “House of Dead” e somos tomados por aquela sensação do início do show. “Agora vai!” eu exclamava. Ledo engano lá vem mais uma música “nova”. Todos ao centro do palco, agradecimentos, “somos os melhores fãs do mundo”, cortina perfeita para que Mr. DeMaio troque seu instrumento para iniciar seu show particular arrebentando todas as cordas.

Todos saem e começa o hino ““Army of the Dead – Part II” nos falantes da casa. Como a esperança é a última que morre there we stand.

As luzes se acendem e me surpreendo com as vaias rolam soltas. Um seguidor do Manowar é fiel, dá o sangue pelos seus “líderes” mas tamanha a paciência que a aprensentação exigiu e decepção final justificaram tal atitude. Os mais inquietos gritavam xingamentos dos mais variados. Cadê toda a consideração com os fãs que aguardaram 12 longos anos para ouvir “Hail and Kill”, “Brothers of Metal”  e tantas outras? Ouvíamos coros pró Iron Maiden que confirmavam a grande besteira que os anfitriões da noite fizeram ao tentaram se firmar como “True Metal”. Outros pediam por Kings of Steel descobri mais tarde que essa era a banda de abertura, mas como eu não sabia, perdemos.Friamente, eles são um ótimo cover de Manowar e certamente suas músicas devem ser carregadas de influência dos mesmos. No entanto se eles subissem ao palco ao final do show “principal” para tocar tudo que o público esperava certamente prentenderiam nossa atenção por mais algumas horas.

4636891635 661046f103 Manowar: Hail and Kill? Fail and Kill!

Família unida na taverna dos vikings

Derradeiro fim, os americanos frustraram os milhares de fãs. Era nítida a face de decepção e revolta. Foi um show com uma ótima qualidade técnica por parte dos músicos(perdendo brilho para os problemas de áudio) e com músicas boas tinha tudo para ser uma noite inesquecível e digna de lembranças.

Apresentação perfeita para uma banda e um péssimo show se tratando de Manowar.

Fail and Kill!

Se você é daqueles que acha que uma banda deve focar em suas músicas novas. Indico a leitura do post sobre o show do Metallica. Que estava em situação muito parecida a dos seus conterrâneos “guerreiros”.

Set List:

Hand of Doom
Call to Arms
Swords in the Wind
Solo Karl
Let The Gods Decide
Die For Metal
The Sons of Odin
Sleipnir
Screams of Death
Solo do Joey
God or Man
Loki
Thunder In The Sky
Warriors of the World
House of Death
King of Kings
Army of the Dead

 

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