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Axl Rose, o Michael Jackson do Hard Rock

Axl Rose, o Michael Jackson do Hard Rock

Uma das bandas que já foi a mais influentes do planeta, liderada pelo vocalista e bad boy nas horas vagas, Axl Rose , com suas letras que versam sobre sexo, violência , drogas e que nos meados dos anos 80 revolucionou o cenário Hard Rock e também grande parte de minha vida musical, depois de 18 anos faria uma única apresentação em São Paulo Rock City no Palestra Itália com sua turnê mundial “Chinese Democracy”.

Falo do Guns N’ Roses a banda que era conhecida como a mais perigosa do mundo. Como eu poderia perder esse concerto que traria junto na bagagem Sebastian Bach, de abertura? Eu, @DioLord, @swtchrrp, @powerladybug e outras 40.000 pessoas, que  lotaram o Palestra Itália fomos ansiosos para rever os clássicos como “My Michele, “Welcome to the Jungle” entre outras canções.

A ansiedade se tornou realidade quando pisamos no estádio, abarrotado de fãs de todas as idades, na grande maioria vestidos com a tradicional bandana, marca registrada do frontman.

Tivemos a imensa sorte de “perder” os dois grupos de abertura que nem vale a pena  mencionar os nomes.  A produção do palco que mais parecia de um  festival de bandas independentes, os  telões que eram uma piada, somado à falta de água no estádio já era indício do que aconteceria horas mais tarde. Horas? Quase duas horas de atraso e  questionamentos de “será que ele vem?” até o megalomaníaco Axl Rose pisar ao palco com a “Chinese Democracy” que leva o mesmo nome do último e fraco álbum de sua autoria.

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Para não perder a pose, deu um faniquito, por causa de algo que foi arremessado no palco, ameaçou ir embora e parte do público delirou, o que sinceramente não entendo, já que antes de sermos fãs, somos consumidores pagantes e acho um absurdo alguém ter tamanha falta de respeito com seu público, para alguns isso é charmoso , para mim e para o @DioLord foi simplesmente decepcionante.  Sua voz estava inaudível, em muitos momentos colocava a platéia para cantar e a mescla de alguns clássicos, com as músicas sem personalidade do “Chinese Democracy”, aliado aos cansativos solos desnecessários de guitarra e  piano deixaram o show insuportável! Contei os segundos para que terminasse. Com certeza posso afirmar que foi o pior show da minha vida! Tem um legião de pessoas (geralmente com menos de 15 anos, que provavelmente foram a um show pela primeira vez), que amaram e muitas que tiveram a mesma sensação que a minha, isso só confirma que GNR ainda desperta controvérsias, nisso eles são bons!  O mito continua!

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Deixa eu esclarecer  algo: minha opinião negativa sobre o show é bem embasada, afinal quem me conhece sabe o quanto eu era fã de Guns e cia. Acompanhei desde que eles surgiram como uma banda underground até o estrelato. Quando vieram pela primeira vez ao Brasil, eu trabalhei durante 2 meses para conseguir comprar os ingressos dos dois dias que eles se apresentaram. Menor de idade, fugi de casa e junto com uma amiga, fui rumo ao Rio de Janeiro, sem saber nem ao certo onde ficava Copacabana. Na mala a bandana, uma cruz de prata que encomendei em um hippie na Feira da Praça da República com os dizeres: “Axl Rose Welcome to our jungle”. Quase fiz uma tatuagem com a famosa cruz no meu tornozelo (santa ignorância!). Portanto para quem presenciou uma performance com a formação que trazia Duff, Sorum, Dizzy, Clarke e o Slash empunhando sua Gibson Les Paul no canto do palco com seus riffs básicos mas ao mesmo tempo criativos, tem total envergadura moral de comparar e distinguir um verdadeiro espetáculo! Foi a viagem mais perigosa para ver a banda mais perigosa do mundo! E isso não é uma história isolada, no caso do @DioLord, foi a banda responsável por ele curtir rock, aos 12 anos ele roubava os cds de sua mãe, uma fã irrecuperável de GNR, por isso era imensa sua expectativa de ver o que talvez seria o melhor show de sua vida até então.

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Poderia citar um punhado de relatos parecidos, de amigos e conhecidos da época. Uma pena, porque aquela noite era apenas mais uma para o Axl Rose, mas para muitos era uma momento especial e o cara conseguiu estragar!  Ouvi em algum lugar que não me recordo, alguém que disse que o Axl Rose é o Mickael Jackson do Hard Rock. Perfeito, melhor definição impossível!

Um capítulo à parte foi Sebastian Bach. Ouvir esse cara mais uma vez ao vivo, me fez ter certeza de duas coisas: primeiro que ele fica melhor a cada ano que passa e segundo que a turnê do excelente  álbum “Angel Down”, salvou a nossa noite. “Sebs “ com seus 42 anos mostrou vitalidade, energia e uma potência vocal incrível.  Ele estava inspirado, carismático e não se cansou de tecer elogios ao público brasileiro. Era nítida a sua satisfação com a interação que rolava e quando a galera gritava “Sebastian, Sebastian” em coro, o loiro se surpreendeu! Depois de “Here I Am “ tentou em um português macarrônico dizer o quanto estava feliz em voltar e ter uma noite tão contagiante e “wild”! Fez questão de retribuir em “Monkey Business” usando uma camisa do Brasil escrito “Tião”! Cá entre nós nessa hora eu chorei, tietagem à parte, afinal o Skid Row foi uma das bandas que me introduziu no mundo Hard Rock e por muito tempo me transformou em “Poser Pride”, ter no set list “Slave to The Grind” “18 and Life”, “Here I Am”, “Monkey Business” e até mesmo as melosas “In A Darkened Room” e “I Remember You” me deixou em total êxtase! Deixando o saudosismo de lado, o novo trabalho é impecável!  Recebeu vários elogios da crítica. Um site australiano “Undercover” publicou em artigo assinado por Paul Cashmere , que este era o melhor àlbum de Metal do ano. Exageros á parte, o que eu ouvi naquela noite, foram músicas mais pesadas e elaboradas, comparadas com as da sua antiga banda Skid Row, fui surpreendida!

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Com certeza, show do Sebastian salvando a noite

@DioLord também se surpreendeu com a performance do loiro e sua atual banda e nessa hora percebi que ele tem o estilo farofa em seus genes!

Em seu facebook , Sebastian postou que esse com certeza foi o melhor show de sua vida, porque estava muito preocupado com o que poderia acontecer naquela noite, já que em sua última apresentação em São Paulo em 1996 (eu estava lá e vi com meus próprios olhos), Sebastian disse que foi o pior show da vida dele, porque  a produção na época foi infeliz ao escalar Mercyful Fate, Biohazard, Motorhead, Iron Maiden com o Skid Row. Em seu depoimento ele diz: “Nem preciso dizer, não era a companhia certa para nós… e a plateia quis deixar isso bem evidente.”

Por isso eu afirmo Sebastian Bach salvou a nossa noite, foi o ator coadjuvante que superou todas as expectativas e roubou a cena do espetáculo!

E foi assim, uma noite de contrastes onde, em nossa opinião, o coadjuvante soube brilhar muito mais do que o protagonista. Maior do que a lacuna que Axl deixou em nós é a decepção de ver um “ídolo” tão decadente. Sorte para os menos afortunados que como não possuem nenhum parâmetro para comparar aquela noite, conseguem retirar mais pontos positivos do que nós. Demagogia a parte, para nós que estamos acostumados com o filet mignon em termos de espetáculo. Os restos nunca serão satisfatórios.

Confira o setlist que não paga o ingresso:
1. Chinese Democracy
2. Welcome to The Jungle
3. It`s So Easy
4. Mr Brownstone
5. Sorry
6. Better
7. James Bond Theme – Solo do guitarrista Richard Fortus
8. Live and Let Die (Cover de Paul McCartney)
9. If the World
10. Rocket Queen
11. Ziggy Stardust – Solo do tecladista Dizzy Reed
12. Street of Dreams
13. Scraped
14. Solo de guitarra do DJ Ashba
15. Sweet Child O Mine
16. You could be mine
17. Jam com Another Brick in the Wall (Pink Floyd)
18. November Rain
19. Pink Panther – Solo do guitarrista Ron Thal
20. Knockin’On Heavens Door (Cover de Bob Dylan)
21. Night Train
22. Madagascar
23. Shackler’s Revenge
24. This I Love
25. Patience
26. Paradise City

Confira o setlist que vale cada tostão do seu  ingresso:

“Slave To The Grind”
“Back In The Saddle” (cover Aerosmith)
“Big Guns”
“Here I Am”
“Stuck Inside”
“Piece Of Me”
“18 And Life”
“American Metalhead”
“Stabbin’ Daggers”
“In A Darkened Room”
“Monkey Business”
“By Your Side”
“You Don’t Understand”
“I Remember You”
Música Inédita
“(Love is) A Bitchslap”
“Youth Gone Wild”

http://www.flickr.com/photos/werocktour/sets/72157623744524128/G

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